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... que trago em mim...

a criança: é birrenta e infantil a mulher: é ciumenta e barraqueira o político: é extremista e guerrilheiro o santo: é profano e ...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

lembro-me:

lembro-me:
descobrindo os meus pés
descobrindo as minhas mãos
descobrindo a minha mente
descobrindo meus horizontes
descobrindo como é bom descobrir.
obrigado, pai.

ela viu o meu sonho:

ela viu o meu sonho:
camisola preta sobre
pele transparente
auréolas áureas
em seios em ânsias
púbis abissal
balsâmico cais de ais!
glúteos máximos glutônicos
a tara untada de glutões
e... uma brisa pela janela.
nunca mais saiu da minha memória.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

audiência (ao burocrata)

não tem chá mais ruim 
do que chá de cadeira
o tempo não passa
o ego se esvai
a impotência se empodera
o tempo não passa
o ego se esvai
a impotência se empodera.
daí mais uma vez
vem a água e o café
e o chá de cadeira se estende
começando tudo de novo
o tempo não passa
ânimo se esvai
a impotência se empodera...

me é de direito:


olhar o céu profundo
e suas nuvens esparsas 

refletir os horizontes
nas retinas dos meus olhos

meditar
tendo em mente o universo


e ainda:


estender a mão
a quem precisa


pegar em armas...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

elegia à mulher


quem diz que
"toda mulher é igual"
não sabe ser diferente...
todas são
maravilhosas
em seu cada qual
quando o eleito
sinto-me ungido
pela Natureza.
tudo é belo
pelos olhos do vulcão

tudo é belo
pelos olhos da lua

tudo é belo 
pelos olhos do senão


mas, as belezas
não aparecem mais
que os senões da rua.

sábado, 5 de novembro de 2016

... que trago em mim...

a criança:
é birrenta e infantil

a mulher:
é ciumenta e barraqueira

o político:
é extremista e guerrilheiro

o santo:
é profano e "de pau oco"

o amigo:
é "da onça" e arisco

e, o pior:
às vezes sucumbo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

a musa e o fã

alô! bom dia!
quem está comigo na linha?!
tum... tum... tum... tum...
do outro lado o silêncio
enquanto o coração fala.

alô! quem está na linha?!
tumtumtumtum!!!
a ligação cai.

(para Anna Oliveira)

o grito

ecoa nos tímpanos
e ri-bomba
nas fibras dos corações
inundando olhos.

cada qual com o seu fantasma
com o seu grilhão de passado
com seu pesar
sua saudade
seu "deixa-pra-lá".

quantas reticências
de assuntos interrompidos?!
quantos pontos finais
de histórias paralelas?!
quanta usurpação!!!

a felicidade está
na segunda à esquerda.

sobre faltas

hoje beberei a dose
da tristeza necessária
para equilibrar
o medo da solidão.

observarei atento
a falta que faço
para não me ater
à falta que a falta me faz.

sofrências

para mim "o apreço
não tem preço"
e às vezes
me dôo
mais
que
mereço
é quando
a verve
sorve
a "cerva"
e me causa overdoses
de safadões e marílias mendonças...

migalhas

sou migalhas
no mundo dos interesses
meu caminhar é objetivo,
não rápido.

migalho sonhos
meus e próximos
que na essência
são o Norte.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

ela se foi como chegou:
querendo.
agora me avisa
"estou ficando."
senti ciúme
de sua "ficada"
um ciúme doce
como quem vê
a pessoa amada
acenando no horizonte
ao pôr-do-sol.
maltrato a palavra
à espera de reação
às vezes ela me bate
como quem bate bate-bate
daí, cato meus cacos
pra recompor a minha história
e terminar o poema.

o incorrigível


já prometi a mim mesmo
não mais fazer das tripas coração
pra não mostrar as tripas do meu.
pessoas completas
se consomem em si
se satisfazem consigo
são bolhas de sabão 
levadas por brisas
por campos agrestes

déjà vu

sou inseguro
não sei fugir da correnteza
que me leva para as pedreiras
o prenúncio de um fim
se torna um itinerário
sem ponto de fuga
sei que vou morrer
mas quero sentir no passo a passo
os efeitos Déjà vu
dessa morte anunciada

verso e reverso


a autoestima estava baixa
a verdade batia no mármore
frio da tumba politica
e espargia meu rosto incrédulo
minha pele ressecada
pela certeza do inexorável
não refletia o mal
que lhe infiltrava
pelas ondas, os risos
de hienas no cio
o injustificável apelo
da vitima ao algoz
a democracia sucumbe
e mais uma vez a maioria
de uma minoria delegada
enaltece a democracia
rubra rosa da revolução
cravos imaginários da rebeldia
juntai-vos no dilmar-se
para que a luta continue.
hoje beberei a dose
da tristeza necessária
para equilibrar
o medo da solidão.
observarei atento
a falta que faço
para não me ater
à falta que a falta me faz.

a musa e o fã


alô! bom dia!
quem está comigo na linha?!
tum... tum... tum... tum...
do outro lado o silêncio
enquanto o coração fala.
alô! quem está na linha?!
tumtumtumtumtum!!!
a ligação cai.
p/ Aureliana Oliveira